domingo, 1 de setembro de 2013

antigo... uma das primeiras que escrevi

triste vida de araketsu

sangrando por dentro, imponente para os outros

tentando concentrar-se na sua vida

mas num desvio de olhar, se perde em

devaneios desnecessarios que sua mente lhe propõe

silencioso na multidão ignorando os problemas alheios

prefere o ócio de seus dias

do que estar presente em momentos importantes

por impulso ele premedita seus passos

contrariando a lógica que lhe foi ensinada

entre um trago de cigarro e um copo de café

se transporta pra uma cidade cinzenta

que lhe so traz agonia e desespero

não vendo a hora de partir desse sistema mecanizado

que é seu dia dia

se mata aos poucos nas palavras de poetas malditos

que tiram ele dessa luz insuportavel

onde só vivem pessoas esnobes e felizes

com suas imaginações adulteras

prefere a companhia de seu cachorro e seu instrumento

ele não é materialista, segue os passos de seu mentor

um comunista, mas não gosta de politica

prefere o frescor de uma sombra

para dedilhar suas melodias tristes

ele é o arauto do cotidiano simplorio

daqueles que não sabem amar.

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